Investir na aparência e na segurança do veículo compensa, dizem eles. Porém, conserto mal feito de batida ou raspada pode 'derrubar' o carro.
Danos leves na carroceria do carro e as revisões periódicas quase sempre são lembrados pelos proprietários na hora de vender o carro. É quando fica a dúvida sobre se gastar dinheiro com o reparo irá compensar pela valorização do veículo. Para especialistas consultados pelo G1, a regra geral é consertar o veículo. De preferência, assim que ele sofrer a avaria, para que os gastos de reparo não acumulem na hora de deixar o veículo “redondo” para a venda.
“Quem compra o carro dá muita atenção ao aspecto. Pelo cuidado que o proprietário teve com o visual do carro, seja na parte externa como na interna, o comprador associa que a parte mecânica também está bem cuidada”, observa o coordenador de atividades técnicas do Senai, Mauro Alves dos Santos.
O gerente de seminovos da Fiat Paulitália Tatuapé, em São Paulo, Marcio Sciola, explica que o carro é avaliado pela quilometragem e pela conservação. “Batidinhas e raspadas são descontadas do valor”, observa Sciola, que destaca que o veículo naturalmente será adquirido por um valor abaixo do apontado pela tabela Fipe. “O mercado se baseia na Fipe, mas a gente trabalha com valores entre 10% e 15% abaixo para uma troca”, diz. A redução é justificada, segundo ele, pelos gastos com a preparação do carro dentro dos padrões de qualidade e garantia que as concessionárias oferecem, além dos encargos com a documentação.
Cuidado ao reparar pintura
Por isso, o coordenador do Senai recomenda que o dono do veículo tenha o hábito de fazer a manutenção preventiva, tanto da parte estética do carro quanto da mecânica. “Aqueles amassados leves, típicos de quem para em garagens apertadas, podem ser resolvidos no martelinho de ouro”, aconselha.
Se a pintura é comprometida, o trabalho deve ser feito com um profissional que garanta a mesma tonalidade da pintura original, mas com as alterações feitas pelo tempo. “Quando o trabalho não é bem feito, fica muito perceptível o retoque, especialmente nos carros mais velhos”, observa Santos.
O gerente da Dinho Multimarcas, em São Paulo, Alessandro Orlandin acredita que pequenos reparos na lataria às vezes não precisam ser feitos antes de vender o veículo. Segundo ele, se a pessoa levar o carro em qualquer lugar para pagar menos, a loja que adquiriu o carro poderá ter trabalho dobrado para refazer o serviço mal feito. “E refazer sempre fica pior”, observa. Por outro lado, se o dono levar em um lugar bom, pode gastar mais do que se a loja arrumasse o carro. “Nesse caso, é melhor vender do jeito que está”, observa.
Na parte interna do carro, a dica é sempre manter os bancos limpos e os tapetes novos. No caso dos carros mais velhos, o volante acaba se desgastando, o que também desvaloriza o veículo. Nesse caso, o coordenador do Senai recomenda a troca do volante.
Na hora de vender, é recomendável investir em itens de segurança como pastilhas de freio, pneus, molas e amortecedores
Segurança 'salva' até aparência ruim
Na parte mecânica merecem atenção especial aos itens de segurança. Fazer as revisões nos períodos corretos valoriza o carro, dizem os especialistas. Mas, se o proprietário não se preocupou com isso, na hora de vender é recomendável investir em itens como pastilhas de freio, pneus, molas e amortecedores. Eles são o que valoriza veículos com a aparência totalmente comprometida.
“Se você não cuidou bem do seu carro e vai tentar vendê-lo, então troque essas peças de segurança e seja sincero com o comprador sobre o que ainda falta fazer. Assim, a desvalorização é menor”, destaca Santos, para os casos em que reformar o automóvel sairia muito caro.
Mas carros com batidas graves, mesmo quando reparados, nem sempre são aceitos nas revendedoras. “Se for uma batida grave, a gente nem compra”, ressalta Orlandin. Mas, na parte mecânica, não tem saída. “Ajustes sempre serão descontados. Tem gente que é muito relaxada, nem troca o óleo do carro”, destaca o gerente da Dinho Multimarcas.
Fonte: Auto Esporte
Na proteção, educação e defesa do consumidor no Brasil, em especial no Estado do Ceará.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Como saber se a empresa que vou fazer negócio tem muitas reclamações registradas?
È muito comum o Portal do Consumidor receber e-mails de consumidores solicitando informações sobre determinada empresa ou produto. As perguntas mais comuns são sobre a existência de reclamação em relação ao serviço ou produto são oferecidos no mercado consumidor. Sendo assim, dedicaremos esse espaço para indicar alguns caminhos que podem ser percorridos para levantar esse tipo de informação e minimizar os problemas.
Nesse contexto, antes da compra é importante fazer uma pesquisa em determinados lugares na Internet que podem oferecer um panorama das reclamações registradas. A primeira visita é ao Cadastro de Reclamações Fundamentadas do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça.
Esse cadastro fica disponível no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor onde são registrados os setores e assuntos mais reclamados pelos consumidores. Os dados são divulgados anualmente e fica disponível para consulta a qualquer momento no site, reunindo as principais reclamações levadas aos Procons de 22 estados brasileiros. São eles: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.
Os Procons dos estados que não estão integrados a esse sistema, como o do estado de São Paulo, por exemplo, também divulgam esse ranking que pode ser consultado no site da própria entidade. Na primeira página do Portal pode ser encontrada uma lista de Procons de todo o País.
A próxima consulta é no site “Reclame Aqui” onde o consumidor publica sua reclamação quanto ao atendimento, compra, venda, produtos e serviços. Assim, a partir desses registros foi construído um sistema de reclamações, aberto a qualquer cidadão que seja cadastrado no site, sem qualquer custo.
Esse serviço funciona da seguinte maneira: o usuário publica sua reclamação que gera um aviso, encaminhado via e-mail à parte reclamada, caso a empresa tenha seu Serviço de Atendimento ao Cliente Cadastrado no “Reclame Aqui”. As empresas poderão responder a qualquer momento, publicando assim a resposta à reclamação do cidadão, bastando apenas estarem cadastradas no site o que também é gratuito. Dessa forma, pode-se ter um panorama das reclamações e do tratamento dado pelas empresas a partir do um ranking sempre atualizado das empresas conforme o número de reclamações, tempo de resposta, ausência de resposta, índice de solução, número de avaliações, nota do reclamante e índice de voltar a fazer negócio com a empresa considerados a partir do momento da publicação e da respostas das mesmas.
No caso de compras online, você deve também verificar se o site está cadastrado no www.registro.br para averiguar se a loja com a qual pretende fazer negócio pertence a lista de lojas on-line. Nesse caso, vale também conferir as dicas de segurança do seu computador para aumentar a segurança na operação. Confira matéria que publicamos recentemente sobre o tema.
Cabe alertar que em 2008 foram registrados 220 mil golpes pela internet, um aumento de 39% em relação a 2007. As fraudes cada vez mais comuns ocorrem, principalmente, relacionadas a instituições financeiras. Sendo assim, desconfie sempre de propostas que ofereça vantagens pouco comuns e antes de fechar negócio busque informações na Web, através dos motores de busca, e verifique também fóruns e comunidades específicas sobre golpes.
Por fim, sempre que um usar um serviço ou produto que não cumpriu o que prometeu oficialize sua reclamação nas entidades de proteção e defesa do consumidor e/ou em comunidades específicas que reúnem reclamações afins, pois assim estará exigindo seu direito, alimentando essa rede e contribuindo para melhoria do atendimento aos consumidores por parte das empresas.
Vale lembrar que essas dicas podem minimizar os riscos, mas não garantem total segurança.
Fonte: Portal do Consumidor
Nesse contexto, antes da compra é importante fazer uma pesquisa em determinados lugares na Internet que podem oferecer um panorama das reclamações registradas. A primeira visita é ao Cadastro de Reclamações Fundamentadas do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça.
Esse cadastro fica disponível no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor onde são registrados os setores e assuntos mais reclamados pelos consumidores. Os dados são divulgados anualmente e fica disponível para consulta a qualquer momento no site, reunindo as principais reclamações levadas aos Procons de 22 estados brasileiros. São eles: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.
Os Procons dos estados que não estão integrados a esse sistema, como o do estado de São Paulo, por exemplo, também divulgam esse ranking que pode ser consultado no site da própria entidade. Na primeira página do Portal pode ser encontrada uma lista de Procons de todo o País.
A próxima consulta é no site “Reclame Aqui” onde o consumidor publica sua reclamação quanto ao atendimento, compra, venda, produtos e serviços. Assim, a partir desses registros foi construído um sistema de reclamações, aberto a qualquer cidadão que seja cadastrado no site, sem qualquer custo.
Esse serviço funciona da seguinte maneira: o usuário publica sua reclamação que gera um aviso, encaminhado via e-mail à parte reclamada, caso a empresa tenha seu Serviço de Atendimento ao Cliente Cadastrado no “Reclame Aqui”. As empresas poderão responder a qualquer momento, publicando assim a resposta à reclamação do cidadão, bastando apenas estarem cadastradas no site o que também é gratuito. Dessa forma, pode-se ter um panorama das reclamações e do tratamento dado pelas empresas a partir do um ranking sempre atualizado das empresas conforme o número de reclamações, tempo de resposta, ausência de resposta, índice de solução, número de avaliações, nota do reclamante e índice de voltar a fazer negócio com a empresa considerados a partir do momento da publicação e da respostas das mesmas.
No caso de compras online, você deve também verificar se o site está cadastrado no www.registro.br para averiguar se a loja com a qual pretende fazer negócio pertence a lista de lojas on-line. Nesse caso, vale também conferir as dicas de segurança do seu computador para aumentar a segurança na operação. Confira matéria que publicamos recentemente sobre o tema.
Cabe alertar que em 2008 foram registrados 220 mil golpes pela internet, um aumento de 39% em relação a 2007. As fraudes cada vez mais comuns ocorrem, principalmente, relacionadas a instituições financeiras. Sendo assim, desconfie sempre de propostas que ofereça vantagens pouco comuns e antes de fechar negócio busque informações na Web, através dos motores de busca, e verifique também fóruns e comunidades específicas sobre golpes.
Por fim, sempre que um usar um serviço ou produto que não cumpriu o que prometeu oficialize sua reclamação nas entidades de proteção e defesa do consumidor e/ou em comunidades específicas que reúnem reclamações afins, pois assim estará exigindo seu direito, alimentando essa rede e contribuindo para melhoria do atendimento aos consumidores por parte das empresas.
Vale lembrar que essas dicas podem minimizar os riscos, mas não garantem total segurança.
Fonte: Portal do Consumidor
Tarifas de serviços dos Correios ficam até 7,1% mais caras a partir de terça
SÃO PAULO - Os serviços dos Correios passam a custar mais caro a partir desta terça-feira (1). Os reajustes variam de 4,7% a 7,1%, de acordo com a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos).
A tarifa dos telegrama nacionais será reajustada, em média, em 4,7%. O primeiro porte da carta não comercial (pessoa física) passará de R$ 0,70 para R$ 0,75, o que representa um aumento de 7,1%. Já o primeiro porte da carta comercial (pessoa jurídica) terá o valor reajustado de R$ 1,05 para R$ 1,10, uma variação de 4,8%.
Em relação aos serviços internacionais, o valor das cartas (documentos prioritários e econômicos) terá reajuste de cerca de 6%, enquanto o reajuste médio dos internacionais será de 4,9%.
O reajuste não será aplicado ao segmento de encomendas. Além disso, os Correios manterão a tarifa da Carta Social, de R$ 0,01, com o objetivo de manter o acesso da população de menor renda aos serviços postais.
Reajustes
A últimas alteração no valor das tarifas ocorreu em 1º de janeiro do ano passado.
Os serviços dos Correios são reajustados anualmente, com base na recomposição dos custos repassados à ECT durante o período, como aumento dos preços dos combustíveis, contratos de aluguel, transportes, vigilância, limpeza, salário dos empregados, entre outros.
Fonte: InfoMoney
A tarifa dos telegrama nacionais será reajustada, em média, em 4,7%. O primeiro porte da carta não comercial (pessoa física) passará de R$ 0,70 para R$ 0,75, o que representa um aumento de 7,1%. Já o primeiro porte da carta comercial (pessoa jurídica) terá o valor reajustado de R$ 1,05 para R$ 1,10, uma variação de 4,8%.
Em relação aos serviços internacionais, o valor das cartas (documentos prioritários e econômicos) terá reajuste de cerca de 6%, enquanto o reajuste médio dos internacionais será de 4,9%.
O reajuste não será aplicado ao segmento de encomendas. Além disso, os Correios manterão a tarifa da Carta Social, de R$ 0,01, com o objetivo de manter o acesso da população de menor renda aos serviços postais.
Reajustes
A últimas alteração no valor das tarifas ocorreu em 1º de janeiro do ano passado.
Os serviços dos Correios são reajustados anualmente, com base na recomposição dos custos repassados à ECT durante o período, como aumento dos preços dos combustíveis, contratos de aluguel, transportes, vigilância, limpeza, salário dos empregados, entre outros.
Fonte: InfoMoney
Banco Central alerta para golpes de falsas financeiras
BC chama atenção de consumidores que querem pegar empréstimos oferecidos em anúncios de jornal, na rua, por telefone ou internet
O Banco Central (BC) alerta os consumidores que querem pegar empréstimos oferecidos em anúncios de jornal, na rua, por telefone ou internet para conferir se a instituição tem autorização de funcionamento da autoridade monetária antes de fechar a operação.
O chefe do Departamento de Prevenção a Ilícitos Financeiros e de Atendimento de Demandas de Informações do Sistema Financeiro do BC, Ricardo Liáo, destaca que, geralmente, instituições financeiras falsas ou não autorizadas oferecem muitas facilidades e pedem para depositar dinheiro como garantia.
“Qualquer transação que esteja iniciando com alguém que não é autorizado, o grau de risco é muito grande, como ter que pagar pelo dinheiro [empréstimo] sem ter recebido, pagar consórcio e não ter o bem. Ou ter que pagar uma taxa de cadastramento ou avaliação cadastral”.
Segundo Liáo, a maioria dos casos de estelionato não chega a ser comunicada ao BC. De março de 2009 até 15 de fevereiro de 2011, foram feitas apenas 42 denúncias formais de golpes relacionados a operações ou produtos privativos do sistema financeiro. De acordo com Liáo, entre as poucas denúncias feitas ao BC, estão golpes relacionados a empréstimos de pequeno valor, mas também prejuízos milionários.
Já o número de consultas para saber se uma instituição financeira é autorizada a funcionar é um pouco maior: no mesmo período, foram feitas 31.374 consultas ao BC sobre cadastro e informações referentes a instituições financeiras e outras 6.164 sobre consórcios. As dúvidas relacionadas a golpes ficaram em 5.715.
Segundo Liáo, a atuação do BC, neste caso, está restrita à prevenção. Quando o consumidor já caiu em um golpe, a orientação é procurar a Polícia Civil. “A competência é das políticas civis. Meu limite de atuação é no mundo das instituições autorizadas. Se percebemos que a pessoa interessada não fez nenhuma provocação à autoridade policial, no limite, fazemos isso ou orientamos para que ela faça isso. Não temos competência [legal] para correr atrás de agiota”, diz Liáo.
Fora das estatísticas do BC e da Polícia Civil, está o caso da professora Fernanda (nome fictício), de 32 anos. Em 2007, ela caiu em um golpe, mas teve medo de ser perseguida pelos criminosos. Com vergonha por ter sido enganada, ela não registrou ocorrência na polícia. Tudo começou quando, com o nome inscrito em um cadastro de devedores, a professora viu em um anúncio de jornal a solução para seus problemas financeiros: a oferta de empréstimo mesmo para quem não tinha o “nome limpo”.
Toda a operação foi feita por meio de fax e telefone, já que a falsa financeira ficava em São Paulo e a professora viu o anúncio em Brasília. Ela iria pegar um empréstimo de R$ 12 mil reais para pagar em prestações, durante 30 anos. Para liberar o dinheiro, a falsa financeira exigiu como garantia três depósitos – de R$ 150, R$ 250 e R$ 200. Para depositar uma das parcelas da “garantia” exigida, ela tomou R$ 250 emprestados da irmã. “Ela estava tão obcecada para pegar o dinheiro que não se tocou que era um golpe”, conta a irmã da professora.
A falsa financeira chegou a depositar um cheque no valor de R$ 12 mil na conta de Fernanda. Assim, aparecia no extrato bancário o dinheiro ainda bloqueado. Depois de serem feitos os três depósitos pela professora, o cheque foi sustado e a falsa financeira não atendeu mais suas ligações.
Para consultar se uma instituição financeira está autorizada a funcionar, basta acessar a página do BC. Para pessoas com deficiência auditiva ou de fala, a opção é ligar para o número 0800 979 2345 ou 0800 642 2345. A ligação é gratuita.
Fonte: Agência Brasil
O Banco Central (BC) alerta os consumidores que querem pegar empréstimos oferecidos em anúncios de jornal, na rua, por telefone ou internet para conferir se a instituição tem autorização de funcionamento da autoridade monetária antes de fechar a operação.
O chefe do Departamento de Prevenção a Ilícitos Financeiros e de Atendimento de Demandas de Informações do Sistema Financeiro do BC, Ricardo Liáo, destaca que, geralmente, instituições financeiras falsas ou não autorizadas oferecem muitas facilidades e pedem para depositar dinheiro como garantia.
“Qualquer transação que esteja iniciando com alguém que não é autorizado, o grau de risco é muito grande, como ter que pagar pelo dinheiro [empréstimo] sem ter recebido, pagar consórcio e não ter o bem. Ou ter que pagar uma taxa de cadastramento ou avaliação cadastral”.
Segundo Liáo, a maioria dos casos de estelionato não chega a ser comunicada ao BC. De março de 2009 até 15 de fevereiro de 2011, foram feitas apenas 42 denúncias formais de golpes relacionados a operações ou produtos privativos do sistema financeiro. De acordo com Liáo, entre as poucas denúncias feitas ao BC, estão golpes relacionados a empréstimos de pequeno valor, mas também prejuízos milionários.
Já o número de consultas para saber se uma instituição financeira é autorizada a funcionar é um pouco maior: no mesmo período, foram feitas 31.374 consultas ao BC sobre cadastro e informações referentes a instituições financeiras e outras 6.164 sobre consórcios. As dúvidas relacionadas a golpes ficaram em 5.715.
Segundo Liáo, a atuação do BC, neste caso, está restrita à prevenção. Quando o consumidor já caiu em um golpe, a orientação é procurar a Polícia Civil. “A competência é das políticas civis. Meu limite de atuação é no mundo das instituições autorizadas. Se percebemos que a pessoa interessada não fez nenhuma provocação à autoridade policial, no limite, fazemos isso ou orientamos para que ela faça isso. Não temos competência [legal] para correr atrás de agiota”, diz Liáo.
Fora das estatísticas do BC e da Polícia Civil, está o caso da professora Fernanda (nome fictício), de 32 anos. Em 2007, ela caiu em um golpe, mas teve medo de ser perseguida pelos criminosos. Com vergonha por ter sido enganada, ela não registrou ocorrência na polícia. Tudo começou quando, com o nome inscrito em um cadastro de devedores, a professora viu em um anúncio de jornal a solução para seus problemas financeiros: a oferta de empréstimo mesmo para quem não tinha o “nome limpo”.
Toda a operação foi feita por meio de fax e telefone, já que a falsa financeira ficava em São Paulo e a professora viu o anúncio em Brasília. Ela iria pegar um empréstimo de R$ 12 mil reais para pagar em prestações, durante 30 anos. Para liberar o dinheiro, a falsa financeira exigiu como garantia três depósitos – de R$ 150, R$ 250 e R$ 200. Para depositar uma das parcelas da “garantia” exigida, ela tomou R$ 250 emprestados da irmã. “Ela estava tão obcecada para pegar o dinheiro que não se tocou que era um golpe”, conta a irmã da professora.
A falsa financeira chegou a depositar um cheque no valor de R$ 12 mil na conta de Fernanda. Assim, aparecia no extrato bancário o dinheiro ainda bloqueado. Depois de serem feitos os três depósitos pela professora, o cheque foi sustado e a falsa financeira não atendeu mais suas ligações.
Para consultar se uma instituição financeira está autorizada a funcionar, basta acessar a página do BC. Para pessoas com deficiência auditiva ou de fala, a opção é ligar para o número 0800 979 2345 ou 0800 642 2345. A ligação é gratuita.
Fonte: Agência Brasil
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
TRF discute cobrança de luz
Deputados Chico Lopes e Lula Morais apresentam ação que pede devolução de R$ 8 bilhões a consumidores
A devolução de R$ 8 bilhões aos consumidores de energia elétrica em todo o País, objeto de ação popular de autoria dos deputados cearenses Chico Lopes e Lula Moraes, contra todas as concessionárias e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), será discutida na próxima terça-feira, dia 1º, em audiência no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife.
Com a iniciativa, os parlamentares pretendem expor diretamente ao desembargador Edilson Pereira Nobre Júnior, relator do processo, os argumentos que embasaram à ação popular. A expectativa é de que a votação ocorra ainda neste semestre.
A cifra é resultado de erro na forma de cálculo dos reajustes das tarifas, que vinha provocando, desde 2002, uma cobrança a maior (cerca de R$ 1 bilhão ao ano) nas contas de luz de todos os consumidores regulares de energia elétrica no Brasil.
De acordo com levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU), esse erro fez com que as distribuidoras não repassem para as tarifas os ganhos de escala obtidos. Para o TCU, Se os ganhos tivessem sido repassados, as contas de luz teriam sofrido reajuste menor.
Mais um passo
"Solicitamos a audiência no TRF como mais um passo na grande mobilização social que vem acontecendo, pedindo a devolução desses R$ 8 bilhões", destaca Chico Lopes, estimando que a Ação Popular venha a ser julgada ainda este semestre. "Para isso, é fundamental que a sociedade como um todo se manifeste. Esse prejuízo não pode ficar por isso mesmo. Agora é a hora de as empresas de energia pagarem a conta", afirma.
Segundo Chico Lopes, "as distribuidoras já reconheceram que esse valor foi cobrado a mais, devido a erros nos cálculos dos reajustes da energia. A Aneel também reconheceu isso, mas não obrigou as empresas a devolverem o dinheiro dos consumidores".
"Levaremos a ação ao desembargador, procurando reforçar a necessidade de a Justiça intervir nesse caso, já que a agência reguladora, que deveria defender o consumidor, nesse caso não fez isso. E alegou falta de amparo jurídico que obrigasse as empresas a ressarciremos consumidores", emenda.
Para a advogada Cláudia Santos, que assessora os deputados, a ideia é de que "as empresas devolvam em dobro a quantia cobrada indevidamente, como preconiza o Código de Defesa do Consumidor". "E corrigida", acrescenta.
Decon vai ouvir Coelce
Ainda em defesa da devolução do valor cobrado indevidamente das contas de luz, no próximo dia 11 de março, o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor no Estado (Decon-CE) receberá representantes da Coelce para uma reunião sobre o tema.
Consumo de energia
No primeiro mês de 2011, o consumo de energia elétrica no Ceará somou 722 GWh (gigawatts-hora), mantendo-se praticamente estável em relação a janeiro de 2010. As estatísticas de mercado revelam que para as classes industrial e rural houve queda, respectivamente, de 3,4% e 2,4%. Enquanto que os consumidores residenciais e comerciais, por sua vez, registraram aumento de 8% e 3,4%.
Já em âmbito nacional, a demanda por energia elétrica em janeiro deste ano totalizou 35.812 GWh. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, volume 6,5% acima do verificado no primeiro mês do ano passado. O consumo industrial cresceu 6,6%, as residências, 6,5%; e comércio e serviços, 7%.
Demanda
722 GigaWatt hora foi o consumo de energia no Ceará no 1º mês de 2011, estável ante janeiro de 2010.
ANCHIETA DANTAS JR.
REPÓRTER
Fonte: Diário do Nordeste
A devolução de R$ 8 bilhões aos consumidores de energia elétrica em todo o País, objeto de ação popular de autoria dos deputados cearenses Chico Lopes e Lula Moraes, contra todas as concessionárias e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), será discutida na próxima terça-feira, dia 1º, em audiência no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife.
Com a iniciativa, os parlamentares pretendem expor diretamente ao desembargador Edilson Pereira Nobre Júnior, relator do processo, os argumentos que embasaram à ação popular. A expectativa é de que a votação ocorra ainda neste semestre.
A cifra é resultado de erro na forma de cálculo dos reajustes das tarifas, que vinha provocando, desde 2002, uma cobrança a maior (cerca de R$ 1 bilhão ao ano) nas contas de luz de todos os consumidores regulares de energia elétrica no Brasil.
De acordo com levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU), esse erro fez com que as distribuidoras não repassem para as tarifas os ganhos de escala obtidos. Para o TCU, Se os ganhos tivessem sido repassados, as contas de luz teriam sofrido reajuste menor.
Mais um passo
"Solicitamos a audiência no TRF como mais um passo na grande mobilização social que vem acontecendo, pedindo a devolução desses R$ 8 bilhões", destaca Chico Lopes, estimando que a Ação Popular venha a ser julgada ainda este semestre. "Para isso, é fundamental que a sociedade como um todo se manifeste. Esse prejuízo não pode ficar por isso mesmo. Agora é a hora de as empresas de energia pagarem a conta", afirma.
Segundo Chico Lopes, "as distribuidoras já reconheceram que esse valor foi cobrado a mais, devido a erros nos cálculos dos reajustes da energia. A Aneel também reconheceu isso, mas não obrigou as empresas a devolverem o dinheiro dos consumidores".
"Levaremos a ação ao desembargador, procurando reforçar a necessidade de a Justiça intervir nesse caso, já que a agência reguladora, que deveria defender o consumidor, nesse caso não fez isso. E alegou falta de amparo jurídico que obrigasse as empresas a ressarciremos consumidores", emenda.
Para a advogada Cláudia Santos, que assessora os deputados, a ideia é de que "as empresas devolvam em dobro a quantia cobrada indevidamente, como preconiza o Código de Defesa do Consumidor". "E corrigida", acrescenta.
Decon vai ouvir Coelce
Ainda em defesa da devolução do valor cobrado indevidamente das contas de luz, no próximo dia 11 de março, o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor no Estado (Decon-CE) receberá representantes da Coelce para uma reunião sobre o tema.
Consumo de energia
No primeiro mês de 2011, o consumo de energia elétrica no Ceará somou 722 GWh (gigawatts-hora), mantendo-se praticamente estável em relação a janeiro de 2010. As estatísticas de mercado revelam que para as classes industrial e rural houve queda, respectivamente, de 3,4% e 2,4%. Enquanto que os consumidores residenciais e comerciais, por sua vez, registraram aumento de 8% e 3,4%.
Já em âmbito nacional, a demanda por energia elétrica em janeiro deste ano totalizou 35.812 GWh. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, volume 6,5% acima do verificado no primeiro mês do ano passado. O consumo industrial cresceu 6,6%, as residências, 6,5%; e comércio e serviços, 7%.
Demanda
722 GigaWatt hora foi o consumo de energia no Ceará no 1º mês de 2011, estável ante janeiro de 2010.
ANCHIETA DANTAS JR.
REPÓRTER
Fonte: Diário do Nordeste
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Decisão manda internauta retirar conteúdos ofensivos do Orkut, Facebook e Youtube
Uma decisão liminar do juiz da 6ª Vara Cível de Brasília determinou que um usuário de redes sociais na internet retirasse conteúdos ofensivos postados contra uma mulher. Ele postou os comentários no Orkut, no Facebook e vídeos no Youtube depois de saber que não seria o pai da filha da autora.
Mãe e filha entraram com ação contra o réu, alegando ofensa à honra da mãe, inclusive com o uso da imagem da filha. Elas pediram antecipação de tutela, para que o juiz determinasse a imediata retirada do conteúdo da internet.
O juiz deferiu o pedido, explicando que a manutenção do conteúdo postado pelo réu pode trazer prejuízos e abalo a honra e imagem das autoras perante terceiros. "O que não é admissível, por ser este uma expressão dos direitos da personalidade os quais são tutelados tanto no plano constitucional (art 1º, III, da CF) e no plano infraconstitucional (art. 20 do CC)".
O juiz determinou que o réu tire da internet todo o conteúdo postado que se refira às autoras no prazo de 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 300,00.
Fonte: TJDFT
Mãe e filha entraram com ação contra o réu, alegando ofensa à honra da mãe, inclusive com o uso da imagem da filha. Elas pediram antecipação de tutela, para que o juiz determinasse a imediata retirada do conteúdo da internet.
O juiz deferiu o pedido, explicando que a manutenção do conteúdo postado pelo réu pode trazer prejuízos e abalo a honra e imagem das autoras perante terceiros. "O que não é admissível, por ser este uma expressão dos direitos da personalidade os quais são tutelados tanto no plano constitucional (art 1º, III, da CF) e no plano infraconstitucional (art. 20 do CC)".
O juiz determinou que o réu tire da internet todo o conteúdo postado que se refira às autoras no prazo de 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 300,00.
Fonte: TJDFT
Uso do celular pode alterar química cerebral
Ondas eletromagnéticas emitidas pelo aparelho aumentam consumo de glicose
Um estudo conduzido pelo Instituto Nacional da Saúde, nos Estados Unidos, aponta que a utilização do telefone celular por períodos superiores a 50 minutos pode provocar alterações químicas no cérebro do usuário. Segundo os cientistas, exames indicaram que, nessas situações, há aumento de 7% no uso de glicose pelo cérebro, o que sugere uma elevação da atividade local. A pesquisa, publicada no Journal of the American Medical Association (Jama), pretendia estudar o efeito das ondas eletromagnéticas emitidas pelo celular sobre o cérebro, mas não chegou a um veredicto sobre os eventuais prejuízos do uso do aparelho à saúde.
O levantamento acompanhou apenas 47 pacientes. A amostra é considerada pequena para que os resultados sejam conclusivos.
A glicose é o único combustível usado pelo cérebro para manter suas atividades vitais. Portanto, medir a quantidade da substância consumida em um período é uma maneira eficaz de determinar o grau de atividade cerebral.
Durante as fases de testes, telefones celulares foram colocados próximo às duas orelhas de cada participante, simultaneamente. Um dos aparelhos estava desligado. O outro estava ligado, mas emudecido, para que o voluntário não percebesse a diferença. Em seguida, exames de imagem foram realizados para registrar a atividade cerebral e o consumo de glicose.
O levantamento do instituto americano não é o primeiro a se dedicar ao assunto. Um dos maiores estudos já realizados foi conduzido por uma equipe multidisciplinar da Dinamarca, em 2006. Na pesquisa, foram analisados 420.000 usuários de celulares. Também não foi estabelecida nenhuma relação entre o uso do dispositivo o desenvolvimento de câncer.
Autor: Redação
Fonte: Veja
Um estudo conduzido pelo Instituto Nacional da Saúde, nos Estados Unidos, aponta que a utilização do telefone celular por períodos superiores a 50 minutos pode provocar alterações químicas no cérebro do usuário. Segundo os cientistas, exames indicaram que, nessas situações, há aumento de 7% no uso de glicose pelo cérebro, o que sugere uma elevação da atividade local. A pesquisa, publicada no Journal of the American Medical Association (Jama), pretendia estudar o efeito das ondas eletromagnéticas emitidas pelo celular sobre o cérebro, mas não chegou a um veredicto sobre os eventuais prejuízos do uso do aparelho à saúde.
O levantamento acompanhou apenas 47 pacientes. A amostra é considerada pequena para que os resultados sejam conclusivos.
A glicose é o único combustível usado pelo cérebro para manter suas atividades vitais. Portanto, medir a quantidade da substância consumida em um período é uma maneira eficaz de determinar o grau de atividade cerebral.
Durante as fases de testes, telefones celulares foram colocados próximo às duas orelhas de cada participante, simultaneamente. Um dos aparelhos estava desligado. O outro estava ligado, mas emudecido, para que o voluntário não percebesse a diferença. Em seguida, exames de imagem foram realizados para registrar a atividade cerebral e o consumo de glicose.
O levantamento do instituto americano não é o primeiro a se dedicar ao assunto. Um dos maiores estudos já realizados foi conduzido por uma equipe multidisciplinar da Dinamarca, em 2006. Na pesquisa, foram analisados 420.000 usuários de celulares. Também não foi estabelecida nenhuma relação entre o uso do dispositivo o desenvolvimento de câncer.
Autor: Redação
Fonte: Veja
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