segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Não jogue lixo no lixo! Resíduos e Rejeitos precisam ser encarados de forma distinta

Quem não se recorda dos ensinamentos aprendidos nos primeiros anos de vida? “Lixo é para ser jogado no lixo”! Reprograme-se, esta afirmação não é mais uma verdade absoluta. A realidade mundial é outra! A sociedade se desenvolveu, descobriu o caminho do consumo, a vida útil dos produtos foi encurtada, as tecnologias avançaram com novos bens de consumo diuturnamente. Contudo, em contrapartida, o descarte proliferou, as cidades cresceram desordenadamente, os espaços tornaram-se limitados e a legislação relacionada ao meio ambiente veio se tornando mais restritiva.
Na visão moderna, a expressão “lixo” parece ser inadequada, como também, os malfadados “lixões” estão com seus dias contados, em obediência à nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), agora, Lei nº 12.305 de 02 de agosto de 2010. Vale ressaltar que, para acompanhar o desenvolvimento da política ambiental atualmente, os vocábulos deverão ser revistos, separando o joio do trigo.
A lei é clara em seus conceitos e determinações. A prioridade é a não-geração dos resíduos, entretanto, é algo inimaginável e impossível. A diminuição se apresenta como uma primeira tentativa, ficando a reciclagem e o reaproveitamento como uma segunda alternativa. Outro ponto importante a destacar é que os resíduos são passíveis de reaproveitamento, reciclagem ou reutilização, com especial atenção às embalagens de produtos. A parte restante, do que se chamava, também, de “lixo”, sem possibilidade alguma de reaproveitamento, mesmo com todos os recursos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, torna-se rejeito. Estes rejeitos precisam ter uma disposição ambientalmente correta de forma sustentável.
Outro ponto a ser focado é o significativo valor econômico e social, agregado aos resíduos sólidos e que não acontece, na mesma proporção, com os rejeitos. As grandes indústrias e distribuidores já avaliaram este potencial econômico e irão se adequar à lei de alguma forma: por imposição legal, convicção ou por enxergarem características econômicas positivas.

A lei trata dos conceitos, das diretrizes e das regras gerais da política em si, portanto, a regulamentação e o Plano Nacional de Resíduos Sólidos estão sendo trabalhados por técnicos do Ministério do Meio Ambiente e, deverá estar pronto em aproximadamente 60 dias. Nesta regulamentação deverá ser incluído um aspecto muito relevante, porém polêmico, que será o estabelecimento de metas a serem alcançadas.

Num país como o Brasil, com tanta diversidade e culturas regionais próprias, os números referentes às metas poderão não agradar ou atender adequadamente a região ou empreendimento. Por outro lado, indústrias, importadores, comerciantes, prestadores de serviços, potencialmente geradores de resíduos, deverão construir um plano de gerenciamento.

Os Estados e municípios deverão, também, criar seus planos de gerenciamento. Os municípios poderão fazê-los sob a forma “consorciada” com municípios vizinhos, como planos intermunicipais e microrregionais. A forma “consorciada” parece ser a solução economicamente mais atraente para a gestão integrada de resíduos sólidos e deverá contar com incentivos.

O Brasil, sempre carente de políticas públicas, para destinação do material descartado, faz nascer a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), lei sancionada, sem veto algum, no último dia 02 de agosto. Festejada pelo Presidente da República como um resgate tardio da dignidade dos “catadores” de material reciclado, até pelas características do ano em curso e a abordagem principal do evento, acabou ancorada na visão social de apenas um setor. Todavia, a política possui implicações igualmente relevantes com um emaranhado de responsabilidades ambientais, divididas entre toda a sociedade, pessoas físicas e jurídicas em todos os planos de negócios.

Fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e os consumidores terão seu quinhão de responsabilidade sobre sua produção e/ou descarte dos resíduos e, até mesmo pelo manuseio destes. Trata-se da responsabilidade compartilhada que integrará toda a cadeia de consumo e pode ser entendida pela expressão “do berço ao túmulo”.

Muitas análises e conclusões poderão ser feitas a partir da Lei 12.305/2010, como a vinculação de planos de resíduos à concessão ou renovação da licença ambiental. Mesmo sem regulamentação, suas linhas já estão postas e as regras basilares estabelecidas, não deixando de considerar que as regras válidas sempre foram emanadas pelo CONAMA, através de suas resoluções e, pela primeira vez, os resíduos estão sendo tratados por lei.


Fonte: Ambiente Brasil

Classe média tem grande potencial de consumo

CONAREC, maior evento do setor na América Latina falará sobre a nova classe média emergente

A classe C não para de crescer: Em 2003 representava 37% da população, e a previsão é que passe para 56% até 2014, de acordo com pesquisa produzida pelo Ministério da Fazenda. Esta classe média emergente está mudando as estratégias do comércio devido ao seu crescente poder de compra, já que passou a buscar produtos de qualidade.

Renato Meirelles, sócio diretor do instituto de pesquisas Data Popular, falará sobre o tema “Classe C - a nova classe média emergente. O que querem, como e quando compram nas diferentes regiões” no CONAREC 2010 (Congresso Nacional das Relações Empresa-Cliente). O evento, que terá como sede o Hotel Transamérica, em São Paulo, irá ocorrer entre os dias 01 e 02 de setembro, e congregará presidentes e executivos de empresas, keynotes internacionais e grandes nomes do jornalismo brasileiro.

A nova classe C já se tornou maioria entre a população brasileira. Visto que o maior potencial de compras está nesta camada, as empresas devem saber se relacionar com este consumidor. Entender suas transformações, expectativas e necessidades são essenciais para a expansão do negócio. Afinal, estes consumidores já possuem cartões de crédito, celular, computador, automóvel, e devido ao acesso ao crédito, ainda há um enorme mercado a ser conquistado no país.

O evento discutirá o quão importante é a classe média na sociedade, na economia e no mundo do consumo, qual o tamanho deste segmento na sociedade, quais são suas preferências de consumo e seus valores.

Além deste, diversos outros pontos serão abordados no CONAREC 2010, nas áreas de "Consumidores e comunidades", "Contact center e CRM", "Marketing", "Novas mídias" e "RH e Gestão de pessoas". O tema deste ano do evento é: “O mundo descobre o Brasil. Como conquistar os consumidores no país que está na moda”.

De acordo com Roberto Meir, presidente da ABRAREC (Associação Brasileira das Relações Empresa-Cliente) e Publisher do Grupo Padrão, o acontecimento é fundamental para gerar relacionamento, interatividade, troca de experiências, contato pessoal e geração de negócios.

A grade completa do CONAREC 2010 pode ser conferida no site: www.conarec.com.br

Fonte: Dfreire

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

CONSUMIDOR PAGA:Tributos de até 40% nos têxteis

Elevado custo de produção do setor acaba sendo transferido para o público consumidor, segundo tributarista

Do campo até chegar à vitrine das lojas, uma peça de vestuário, no Brasil, tem 40% de carga tributária embutida no preço final. Um custo de produção que acaba sendo transferido para o consumidor, segundo explicou o tributarista Flávio Henrique Miranda Zanettini, do escritório Madeira, Rebeschini e Zanettini Advogados, de Porto Alegre. Ele foi um dos palestrantes do Seminário Tecnológico, evento promovido pela Associação Brasileira de Técnicos Têxteis (ABTT), em parceria com o grupo FCEM, durante a 12ª edição da Feira Brasileira para a Indústria Têxtil (Febratex 2010), realizada no Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC). Se comparada à carga tributária hoje incidente sobre o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, em torno de 34%, a da cadeia têxtil é ainda maior. "Há um aumento de carga em virtude do elevado gasto público, sem que isso seja revertido para as empresas", avaliou o advogado. Ele exemplificou, relatando a situação de "portos sucateados, aeroportos cheios, sistema ferroviário deficiente e estradas que inviabilizam o transporte de cargas" - fatores limitantes ao escoamento da produção de diversos segmentos, sobretudo da indústria têxtil, que agora está mais voltada ao mercado doméstico, por conta do câmbio. "Com os canais de logística em colapso, o empresário se pergunta por que pagar imposto", comentou. Segundo ele, cada elo da cadeia têxtil tem um volume de carga tributária específico. O menor é o da agricultura, e o mais elevado recai sobre a confecção, o produto final. "É uma tributação não cumulativa: quem adianta tributo é ressarcido na etapa seguinte. Contudo, quem acaba pagando é o consumidor, ao adquirir uma roupa ou sapato", reforça.

O maior vilão do custo final, segundo Zanettini, é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "A carga acaba sendo diferenciada na cadeia. Alguns tributos são aplicados apenas à indústria, como é o caso do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), outros são aplicados no caso da importação de máquinas. O ICMS atinge o item confeccionado". Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Ceará (Sindtêxtil), Ivan Bezerra Filho, o Estado segue em vantagem no campo tributário, uma vez que, há cerca de dois anos, o governo reduziu a alíquota interna de ICMS de 17% para 7%. "Na outra ponta, elevou a cota de entrada, com o regime de substituição tributária. Ou seja, os produtos vindos de outros estados pagam 8% de ICMS mais 3% na substituição", explicou. Isso, para ele, foi uma forma de proteger a indústria cearense, garantindo sua competitividade. Por outro lado, segundo ele, as empresas podem usar os benefícios da lei para reduzir a carga tributária, transformando-as em benefícios.

Fonte:Diário do Nordeste

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Suplementos alimentares devem ser consumidos apenas quando preciso

O suplemento alimentar é muito consumido por quem frequenta academias. É uma forma de acelerar os resultados da malhação e ganhar massa muscular. O uso de suplementos só deve ser feito quando realmente for necessário e na quantidade certa.

Quando a oferta de produtos que prometem um corpo musculoso encontra a ansiedade de quem procura a boa forma física... “Eles perguntam logo ‘o que eu tomo para ter disposição e vir treinar’”. Conta Elivan Maciel, professor de educação física.

Cada suplemento tem uma função, mas todos servem como complemento alimentar: devem acompanhar uma dieta específica. Sozinho nenhum destes produtos vai fazer o efeito pretendido.

“Se você toma um suplemento de proteína e sua alimentação não está organizada, o suplemento não faz efeito", garante Danielle Lodetti, nutricionista.

Quem quer ganhar massa muscular, por exemplo, deve consumir proteína, que é encontrada na carne, no leite, no ovo. Para saber a quantidade, faça uma continha: pegue o seu peso e multiplique por um e meio. O resultado é a quantidade de gramas de proteína que você deve consumir por dia.

Uma pessoa de 70 quilos precisaria consumir pouco mais de 105 gramas. “Três peitos de frango já têm 100 gramas de proteína. Somar 120 gramas de proteína num dia é muito fácil. Um atleta precisa, ás vezes, de 200, 250 e ele não consegue essa necessidade. Aí a gente supre com a suplementação”, explica a nutricionista.

É o caso de quem se exercita por duas horas ou mais, de cinco a seis vezes por semana. “Eu treino uma hora de tênis pela manhã e uma hora e meia de musculação a tarde, então, para isso, eu preciso ter suplemento para manter”, acredita José Carlos de Carvalho Lima, comerciante.

Quem usa suplemento sem necessidade acaba engordando. “Ele está dando pro organismo uma coisa que o organismo não está precisando, está sobrando. Então, o organismo acaba transformando em gordura”, diz Danielle Lodetti.

As consequências ainda podem ser piores. “Normalmente quem elimina o excesso de substâncias no organismo é o fígado e o rim e estes órgãos são sobrecarregados no excesso de proteína, no excesso de vitaminas e podem trazer consequências ruins a longo prazo", revela Marcus Strozberg, médico do esporte.

Com estas orientações é possível ter o corpo que se quer e a saúde necessária para os exercícios.


Fonte: Jornal Hoje

Pneus ficam mais caros e começam a faltar no mercado

Em um ano, preço subiu em média 15%, três vezes o valor da inflação.
Aumento da venda de veículos contribui para a escassez de produtos.


Quem precisa comprar pneu já reparou que os preços subiram. Além disso, o produto anda em falta nas prateleiras. Há duas explicações para o aumento de preços. Uma delas é o aumento da venda de veículos. Além disso, o preço da borracha triplicou no mercado internacional.

Em apenas um ano, o preço dos pneus subiu em média 15 %, três vezes o índice da inflação no mesmo período. Com a venda de carros batendo recorde, a procura pelo produto aumentou mas a produção da matéria prima não acompanhou esse crescimento com a mesma velocidade.

Como o Brasil não produz borracha suficiente para abastecer o mercado, precisa importar o produto e paga mais por isso. Só no primeiro semestre deste ano, as montadoras compraram 7 milhões de pneus para equipar cerca de 1,5 milhão de automóveis. Mas o Brasil só produz um terço da borracha que consome, o restante é importado da Ásia.

O estado que mais produz borracha no Brasil não é o Amazonas. É São Paulo. O produtor, que antes recebia R$ 1,20 pelo quilo da borracha, agora já consegue vender o produto por até R$ 3 o quilo.

O comerciante Orcílio da Silva Pereira trocou os quatro pneus do carro dele. Gastou R$ 800. “Tomei um susto. Fiz a pesquisa e não teve jeito, Tive que encarar. Foram R$ 200 a mais que eu estava esperando” reclama o comerciante, Orcílio da Silva Pereira.

Nas lojas do interior de São Paulo, o pneu de um carro popular que custava em média R$ 165 em agosto do ano passado, agora não sai por menos de R$ 190, para não perder cliente por conta da concorrência dos importados. As empresas oferecem pneus nacionais com preços mais baixos feitos para rodar menos: 35 mil quilômetros, em vez de rodar 50 mil, a média de um pneu padrão.

“Ele vai trocar com mais rapidez porque vai rodar um pouco menos com esse pneu de preço baixo”, diz o gerente de revenda Devair Saraiva.


Fonte: Auto Esporte

Prazo para solicitar voto em trânsito termina neste domingo

Quem ainda pretende solicitar o voto em trânsito terá que se apressar. O prazo para o requerimento termina no próximo domingo (15). Novidade trazida nas eleições deste ano, o voto em trânsito possibilitará àquelas pessoas que estarão fora do seu município eleitoral no dia 3 de outubro que votem para presidente da República em outra capital brasileira.

A solicitação poderá ser feita em qualquer cartório eleitoral. O eleitor terá que apresentar seu título e documento com foto, além de indicar em que capital ele estará no dia da votação. Em caso de segundo turno, deverá ser feita uma nova solicitação de voto em trânsito.

O voto em trânsito foi instituído em setembro de 2009. A iniciativa pretende diminuir a quantidade de eleitores que justificam ausência na votação. Em 2006, foram cerca de 8 milhões de justificativas.


Fonte: JC Online - Jornal do Commercio

Clonagem de cartão: entenda como acontece e quais são os riscos

O prejuízo dos chupa-cabras já soma milhões e continua crescendo por todo o País. Entenda e descubra formas de prevenção

Ter um cartão de crédito já abre uma nova porta para um perigo quase iminente aos usuários do dinheiro de plástico. Não é novidade que os cartões magnéticos são clonados de maneira grosseira por todos os cantos do país. Entretanto, o prejuízo causado por este tipo de fraude já ultrapassou a casa dos milhões de reais só no primeiro semestre de 2010. Esse valor ainda não atinge grandes quantias se comparado à compra total via cartão de crédito no Brasil, mas já chegou a 1% deste todo.

Os “cartãozeiros”, como são chamados os fraudadores de cartões magnéticos, possuem diversas táticas para fazer com que o dono do cartão caia em um golpe. Há alguns anos, antes da introdução dos cartões com chip no mercado, o índice de clonagens era muito maior. Se ação fosse realizada em um caixa eletrônico em uma agência bancária (o que não é nenhum pouco incomum) os bandidos colocariam o “chupa-cabra” – aparelho usado para copiar as trilhas magnéticas do cartão – no leitor de cartões e, em um lugar um pouco mais alto, filmariam o cliente digitando a senha.

Estes aparelhos que roubam a identificação magnética dos cartões nada mais são do que leitoras comuns alteradas para que passem a gravar estes códigos e reproduzi-los em cartões quaisquer. No entanto, este método é um tanto grosseiro para os padrões tecnológicos que temos hoje. Infelizmente, a tecnologia também chega para auxiliar organizações criminosas e usuários mal intencionados.

Mau uso da tecnologia

Com a chegada dos sites bancários e das funções home-banking, o bandido só precisa encontrar um arquivo espião para fazer com que a senha e o número de cartão de crédito sejam roubados do computador do cliente. Isso acontece muito em casos de emails fraudulentos que se passam por comunicados da Receita Federal, Caixa Econômica Federal e outros bancos brasileiros ou até mesmo do exterior.

O processo de clonagem é mais simples do que muita gente pode imaginar. Porém, exige um arsenal de equipamentos que chegam a custar mais de 10 mil dólares. Nestes casos, o falsário não trabalha com materiais quaisquer e sim com réplicas quase idênticas aos cartões originais das operadoras mais variadas. Para fazer essa falsificação as quadrilhas utilizam impressoras de cartões, máquinas para criação de hologramas, impressão das letras em alto relevo e uma série de outros equipamentos.

Entretanto, esse tipo de quadrilha altamente especializada é mais frequente em países estrangeiros. No Brasil, o que se vê com frequência são as falsificações grosseiras. Muitos bandidos aproveitam dos cartões magnéticos oferecidos em centros de diversão eletrônica de shoppings centers para reproduzir as trilhas magnéticas dos cartões originais.

As compras pela internet têm aumentado sensivelmente os números de fraudes envolvendo cartões de crédito em todo o Brasil. Os mesmos arquivos maliciosos escondidos em emails falsos roubam informações como número do cartão, data de validade e o código de segurança de três dígitos. Com esses dados, qualquer pessoa pode fazer compras no nome de quem quer que seja o dono daqueles dados. Por isso, se você costuma abrir todos os emails que chegam na sua caixa de entrada, comece a ser um pouco mais seletivo e desconfie de remetentes desconhecidos.

Como funciona o golpe

Primeiro de tudo, os bandidos precisam de um aparelho que leia cartões para poder revertê-lo de modo que o dispositivo passe a gravar as trilhas magnéticas que passam pelos seus contatos. Depois, este código é repassado para um segundo cartão que pode, ou não, ter o mesmo aspecto estético do original. O processo de transformação de cartões plásticos comuns em cópias quase fiéis de cartões verdadeiros leva a quadrilha a desembolsar uma boa quantia em dinheiro.

Normalmente estas fraudes não se restringem apenas aos cartões magnéticos. Quem faz falsificações dos cartões também pode fazer cédulas de identidade falsas, CPFs adulterados e uma série de outros documentos cuja confecção de um exemplar falso podem levar à cadeia. A pena para este tipo de crime varia de 1 a 3 anos de prisão (caso o documento falsificado seja particular; ex.: a própria carteira de identidade) ou de 1 a 5 anos, se o documento for público, como é o caso dos cartões de crédito.

Se a quadrilha decidir atuar de maneira direta nos caixas eletrônicos e máquinas de cartão nas lojas a forma de enganar tanto o lojista quanto o consumidor é uma afronta. O bandido se faz passar por um técnico da operadora de cartão de crédito e diz que vai fazer a manutenção da máquina. Na verdade ele instala o “chupa-cabra” para conseguir os dados do cartão.

Cartões com chip: aumento na segurança?

A chegada dos cartões com chip aumentou a segurança dos usuários de serviços de crédito. Essa tecnologia unificou dois cartões em um só e evitar que o cliente ande com um cartão para débito e outro para crédito como acontecia com os cartões magnéticos. Os chips possuem mais memória e fazem com que um único cartão possua as duas opções de pagamento: débito e crédito. Além disso, essa tecnologia conseguiu derrubar os níveis de fraudes em 98% em território francês.

Um dos motivos pelos quais os cartões de chip são tão mais seguros que aqueles de tarja magnética está no fato de que essa nova tecnologia trabalha com autenticação offline, ou seja, não exige que o terminal (caixa eletrônico) esteja conectado com qualquer tipo de sistema além do que já está instalado. Esse tipo de cartão também é mais seguro no que se refere às transações feitas pela internet e dispensa a assinatura do portador, uma vez que o PIN do cartão é capaz de substituir essa necessidade.

A segurança dos chips também está no fato de que todos os dados contidos neste sistema estão criptografados. Entretanto, de nada adianta avançar cada vez mais a tecnologia para garantir a segurança dos usuários se o próprio cliente não toma os devidos cuidados com os seus cartões e documentos. Até mesmo os cartões de ônibus e metrô já passam por situação semelhante. Porém, a técnica para isso é diferente, afinal o sistema de funcionamento desses cartões é baseado em um sistema de Identificação por Frequência de Rádio – a mesma utilizada em etiquetas inteligentes em lojas.

Talvez ainda não exista um método 100% seguro para que as administradoras de cartão de crédito consigam manter os cartões longe dos falsários. Até mesmo o chip já sofre com algumas falsificações, afinal o que houve foi apenas a digitalização do processo que antes era analógico. Mesmo assim, é muito mais seguro fazer uso de cartões de chip do que continuar o uso daqueles que ainda têm a tarja magnética.

Golpes populares e como não ser enganado

Existe milhares de maneiras utilizadas pelos bandidos para conseguir as suas informações sobre números de cartão de crédito. Às vezes é você mesmo quem “entrega o ouro para o bandido”. Alguém liga para a sua casa se identificando como um funcionário da operadora do seu cartão de crédito e informa que foi feita uma compra de um objeto bastante incomum no seu nome com um valor bastante alto.

Ao responder que não, você dará brecha para que o bandido diga que o seu cartão talvez tenha sido clonado e que é preciso fazer uma verificação. Ele pedirá que você informe o seu endereço, número do cartão e o número do PIN. Com esses dados o ladrão poderá fazer compras no seu nome a qualquer hora do dia. Ao final da ligação o suposto atendente pede que você telefone para a central de segurança da operadora do cartão informando o ocorrido.

Contudo, logo depois de desligar o telefone, já existirá uma compra no seu cartão e dessa vez ela é verdadeira e aconteceu por você ter cedido os números de segurança do seu cartão de crédito. Por isso, nunca diga a ninguém informações referentes à sua conta bancária ou cartões de débito ou crédito. Pode ser extremamente perigoso e, sem saber, você pode colaborar com o crime.

Outro golpe bastante difundido é o tão famoso “chupa-cabras”. Como não podemos saber se aquela máquina de pagamentos está ou não adulterada, procure nunca permitir que o atendente leve o cartão para longe da sua vista. Pode parecer um tanto exagerado, mas toda precaução é pouco quando o que está em jogo é manter o seu nome limpo na praça. Por isso, sempre que for realizar pagamentos com o seu dinheiro de plástico, fique atento para qualquer movimentação estranha.

Caso o seu cartão fique preso na máquina da loja ou no caixa eletrônico, procure anular ou cancelar a compra e comunique imediatamente o seu banco. Caso você utilize o telefone da cabine do caixa, verifique se o telefone funciona. Em caso negativo, o golpe é quase certo. Neste caso, não aceite ajuda de nenhum estranho.

Além dessas medidas de segurança, é importante que você se certifique que ninguém está observando enquanto estiver digitando a sua senha. É um direito seu exigir que as outras pessoas aguardem a vez respeitando as faixas marcadas no chão do banco. Dessa maneira você evita dores de cabeça envolvendo a segurança dos cartões e da conta bancária.

Se você tem informações a respeito de alguma quadrilha ou teve seu cartão clonado, informe imediatamente o seu banco e a polícia.


Fonte: Baixaki