terça-feira, 3 de agosto de 2010

MOVAMUS promoveu CAFÉ E DEBATE sobre Direito do Consumidor.

O Movimento de Valorização da Mulher – MOVAMUS promoveu no último dia 30, em Itapajé-Ce, o primeiro Café e Debate trazendo o Tema “Direito do Consumidor”.

A palestra foi ministrada pela advogada Cláudia Santos, especialista em Direito do Consumidor, que considerou como ponto alto do debate, o interesse das participantes em dirimir as dúvidas do cotidiano.

O evento contou com o apoio da Associação dos Advogados do Ceará – AACE.

Brasil terá 12 novos shoppings até o fim do ano

Com os corredores climatizados cada vez mais cheios, a indústria de shopping centers aumenta a velocidade de expansão no Brasil ao sabor da maré mais favorável já vivida pelo setor. Após a inauguração de quatro grandes shoppings no primeiro semestre, outros 12 abrirão as portas até o fim do ano. Em 2011, serão pelo menos mais 29 shoppings, totalizando 439 em todo o País. Atualmente, há 396 empreendimentos desse tipo.

A conta é da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) que só considera empreendimentos com mais de 5 mil metros quadrados de área locável. Incluindo shoppings menores, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) prevê que o País fechará 2010 com mais de 750 centros em funcionamento e ganhará outros 200 até 2015 - ou seja, 40 por ano.

O principal impulso do movimento vem da explosão de consumo provocada pela alta do crédito e da renda do brasileiro, que resistiu à crise e tem ajudado as vendas dos shoppings a crescerem acima do comércio em geral. Em 2009, o varejo cresceu 5,9%. Os shoppings tiveram alta nas vendas de 10% e faturamento de R$ 71 bilhões. Para 2010, a previsão é de alta de 12%.

Não são apenas os consumidores que estão de bolso cheio. Outro fator que influencia o investimento em novos shoppings é a musculatura financeira que as administradoras de shoppings alcançaram no mercado de capitais. Os principais grupos brasileiros abriram capital nos últimos anos e arrecadaram mais de R$ 4 bilhões na Bolsa. “O crescimento atual é o dobro da média dos últimos cinco anos, o que mostra a pujança do setor”, diz Nabil Sahyoun, presidente da Alshop. “Depois que abriram capital, as empresas ficaram com caixa, estocaram terrenos e estão com todas as condições para os investimentos.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado

E-mail ainda bate redes sociais na atração de consumidores

Maioria prefere notificação de publicidade e ofertas especiais por e-mail a campanhas em mídias sociais


Apesar da atual ênfase em campanhas de marketing em redes sociais, a maioria dos consumidores prefere receber notificações de publicidade e ofertas especiais por e-mail, aponta um estudo da Econsultancy.

O estudo chamado de "How We Shop in 2010", ouviu 1,4 mil pessoas nos Estados Unidos, dessas 42% disseram preferir um e-mail, enquanto 33% optariam por uma ligação. A pesquisa mostrou ainda que 17% dos entrevistados gostariam de receber ofertas via chat online e apenas 3% gostariam das ações via redes sociais. Sites de microblog como o Twitter receberam apenas 1% das preferências.

Isso é importante, entretanto, para as corporações para utilizarem corretamente a publicidade via e-mail. No estudo, apesar da preferência pelo velho correio eletrônico, 53% dos entrevistados disseram receber muita informação irrelevante.

"Apesar da atual moda em torno das mídias sociais, a adoção dessas redes e sua influência comercial ainda está longe da maturidade. Mais de um terço dos clientes (37%) não utilizam redes sociais, enquanto aqueles que se tornaram membros recentemente ou se converteram fãs de alguma marca são minoria", aponta Stefan Tornquist, diretor de pesquisa da Econsultancy nos Estados Unidos.

A Econsultancy aponta ainda que um grande número de consumidores entre 18 e 26 anos (68%) utiliza cupons enviados por e-mail.

Ainda assim, as redes sociais desempenham papel importante no comportamento de compras, afirma o relatório. Críticas e feedbacks são relevantes e uma prova é que 55% dos entrevistados dizem que a boa cotação de um produto nesses sites pode mudar a decisão de compra.


Fonte: It Web

Lula sancionou lei que obriga realização do 'exame da orelhinha'.

Especialistas recomendam o exame nos primeiros seis meses de vida.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que torna obrigatória a realização gratuita do exame de triagem auditiva em todos os hospitais e maternidades, nas crianças nascidas em suas dependências. O exame, denominado Emissões Otoacústicas Evocadas, detecta deficiências sutis que não são percebidas no dia a dia. A lei foi publicada nesta terça-feira (3) no "Diário Oficial".

Durante o teste da orelhinha, um pequeno fone é colocado no ouvido do bebê. O aparelho emite um som fraco. O ruído "viaja" pela cóclea. Ao detectar o sinal, os cílios se movimentam e emitem uma resposta, que é registrada pelo equipamento. Se houver problemas na audição, os cílios não se mexem e o aparelho nada registra.

Os especialistas recomendam o exame nos primeiros seis meses de vida. De acordo com a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia apenas de 5% a 10% da população brasileira de recém-nascidos fazem a triagem auditiva durante o ano.


Fonte: G1

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Estudos apontam eficiência em pesquisas de neuromarketing

Adotando técnicas da medicina, a ferramenta de marketing já é uma chave para que as empresas possam medir as preferências do consumidor

Procurando satisfazer o público consumidor cada vez mais complexo e exigente, as empresas vêm buscando diferenciais para obter o sucesso de suas marcas. Surgindo como um novo conceito, o neuromarketing traz avanços nas pesquisas de marketing, aliando os progressos da medicina para obter conhecimento sobre o público consumidor.

A base dos estudos em neuromarketing tem como base a busca do genoma da venda, com a intenção de obter conhecimento sobre as preferências do consumidor, sem que ele precise experimentar um produto. Para isso, são utilizados aparelhos de ressonância magnética, em que o consumidor fica plugado ao equipamento enquanto são feitos os exames e as análises de seu gosto.

No Brasil, diz o professor de neuromarketing, Cesar Pancinha Costa, as pesquisas na área ainda são baixas devido aos preços elevados e à necessidade de aparelhos especializados, mas prometem crescimento nos próximos anos. "Temos muitos estudos avançando e algumas previsões de investimentos. Deveremos trazer em 2011 um equipamento voltado para a realização das pesquisas em neuromarketing, já com as devidas adaptações", observa.

Para o desenvolvimento das pesquisas, estão sendo realizados testes que não necessitam de tantos recursos, utilizando uma metodologia que tem por finalidade colocar na memória do consumidor a imagem da empresa. "Assim, quando o cliente recebe uma abordagem dessa empresa, não sabe exatamente de onde, mas já tem uma imagem da marca na mente", explica Cesar.

Para Cesar, esse tipo de estudo é uma alternativa de baixo investimento e que apresenta bons resultados. "Hoje em dia, as técnicas que não exigem investimento em equipamento, e sim somente em pesquisa, estudo e observação estão se difundindo muito. Isso facilita a abordagem, pois as maiores dificuldades estão em criar a credibilidade no prospect. As ferramentas de neuromarketing aliadas à mensagem que a empresa quer passar conseguem êxito nisso", destaca.

Essas técnicas também apresentam eficiência no ramo da publicidade, principalmente no exterior. "No Brasil, pouquíssima coisa já foi desenvolvida, mas os consumidores já estão vivendo as novas experiências do neuromarketing. Os grandes anunciantes pedem mais estudos ligados ao sabor e às sensações de prazer dos produtos", salienta o especialista, que acredita estar nessa área a forma mais eficiente de medir os resultados na publicidade. "Medimos o resultado antes que o próprio cliente saiba se gostou ou não. Essas informações, acredita-se, poderão orientar campanhas publicitárias e estratégias de marketing mais eficazes".

A principal descoberta do neuromarketing até agora é a prova de que as marcas têm, de fato, um poder profundo na mente dos consumidores. Fato comprovado na primeira experiência realizada em 2003, em que cientistas convocaram 67 pessoas que provaram os refrigerantes sem conhecer a marca. A escolha da maioria foi pela Pepsi. No entanto, ao saberem a qual marca pertencia a bebida que estavam tomando, a mais escolhida foi a Coca-Cola.

Todo o processo de neuromarketing consiste em decodificar os segredos do cérebro humano, mapear a forma como cada neurônio reage ao estímulo de uma campanha publicitária ou ao sabor de um alimento, visando chegar ao genoma da venda. "Não poderíamos avançar em nada, se não fosse o estudo do cérebro. No estudo do cérebro, a base conceitual foi a percepção e a comunicação. Na percepção e comunicação, a base foi a emoção e a razão. Depois que passamos pelo nível de sentimentos, deixamos de ser quem somos e passamos a ser quem gostaríamos de ser. Esse é o nó que o marketing precisa resolver: vender para quem somos ou para quem gostaríamos de ser?", indaga Cesar.

Fonte: WH

domingo, 1 de agosto de 2010

Mulheres controlam consumo

De R$ 1,97 trilhão gastos anualmente com bens e serviços no País, R$ 1,3 trilhão são decididos por elas

Responsáveis pela movimentação anual de US$ 20 trilhões - duas vezes mais que a Índia e a China juntas -, as mulheres são hoje o maior mercado consumidor do planeta. No Brasil, nada menos do que 66% de tudo o que é consumido pelas famílias têm decisão de compra tomada por elas. Ou seja, de R$ 1,97 trilhão gastos anualmente com bens e serviços por aqui, R$ 1,3 trilhão são decididos pelas mulheres, valor que transforma o Brasil em um dos maiores mercados femininos no mundo.

Os dados fazem parte de um estudo realizado pela Sophia Mind, empresa de pesquisa e inteligência de mercado do grupo Bolsa de Mulher, com 1.917 mulheres das cinco regiões do País, no primeiro trimestre de 2010. O levantamento faz parte do livro "Poderosas Consumidoras - o que quer e pensa a nova mulher brasileira", que o Bolsa de Mulher lançou no mês de julho deste ano.

Poder de decisão

"As mulheres não apenas decidem as compras diretamente, mas acabam influenciando e controlando os gatos masculinos", resume Bruno Maletta, sócio da Sophia Mind. Em outras palavras, elas gerenciam o orçamento familiar, sobretudo nos quesitos alimentação, móveis e decoração, produtos de limpeza, entre outros. Além disso, cabe a elas a decisão de consumo quando se trata de itens típicos do universo feminino, como produtos de beleza e cuidados pessoais.

Grupos de mercado

O estudo identificou quatro grupos de mercado, que juntos somam 79% do consumo total das famílias. Os outros 21% referem-se a gastos que não implicam em decisão de compra, como impostos e contas de serviços públicos como luz, gás e água. O primeiro deles agrupa os segmentos em que predominam as escolhas femininas.

Produtos específicos para mulheres (vestuário, beleza e cuidados pessoais), itens para o domicílio (alimentação, produtos de limpeza, decoração) e bens e serviços ligados à educação dos filhos possuem 83% de suas decisões de compra em mãos femininas. Desse total, o controle delas chega a 93% em gastos nos salões de beleza, 82% na alimentação familiar e 73% na educação dos filhos.

O segundo grupo contempla os mercados em que a participação feminina é maior do que a masculina, somando-se compra direta (total controle do processo decisório) e influência (parte que cabe a ela das decisões em conjunto com membros da família).Estão nesta categoria atividades de lazer e entretenimento, cuidados com a saúde, serviços para a família (telefonia, internet) e gastos de maior valor, como reforma da casa ou compra de eletrodoméstico.

"As mulheres controlam 67% dos mercados em que a sua participação acaba sendo maior que a dos homens. Elas são responsáveis por 66% dos gastos em restaurantes e por 63% dos desembolsos com planos de saúde e ainda telefonia celular", destaca Bruno Maletta.

O quarto e último grupo reúne os mercados com menor participação feminina nas decisões de compra. São eles os serviços ligados ao setor automobilístico, ao cuidado pessoal masculino e à manutenção de aparelhos domésticos. As mulheres decidem 36% do total gasto no segmento. Mesmo assim, 43% da decisão da compra de carros já são controlados por elas e 46% dos serviços de consertos de eletrônicos e eletrodomésticos também o são.

"As mulheres ganham cada vez mais espaço em setores antes dominados pelos homens, como a compra de automóveis e a escolha dos serviços financeiros", acrescenta o especialista.

Fonte: Diário do Nordeste Online

Os riscos do mundo digital

Pesquisas indicam que a sobrecarga de informações pode reduzir a capacidade de pensar em profundidade

Mesmo para os avessos à internet, nunca houve tanta informação disponível e não solicitada na rotina de uma pessoa comum. No caso de quem gosta de estar conectado, então, o volume de dados cresce a perder de vista. É o que acontece com o editor de vídeo David Donato, 28 anos, que passa cerca de 12 horas por dia na frente de um computador, intercalando trabalho com navegação na rede, Twitter e programas de mensagem instantânea. Além do celular, que o deixa ligado 24 horas por dia. O estilo de vida de Donato está longe de ser exceção, principalmente entre as novas gerações. Por isso, pesquisadores têm se debruçado para entender esse novo padrão de comportamento, tendo em mente a seguinte questão: diante de tantas fontes e recursos diferentes, é possível dar conta das informações sem perder o foco?

Um estudo da Universidade da Califórnia (EUA) já antecipou a resposta. E ela é não. O trabalho americano constatou que o excesso de informações propiciado pela internet é tamanho que excede a nossa habilidade mental de processar e armazenar novos dados no cérebro. Isso porque nossa capacidade de assimilação está ligada à memória de curto prazo. Quando a carga de informações excede nossa capacidade, não conseguimos retê-la e conectá-la com as memórias profundas, ou de longo prazo. Ou seja, não conseguimos traduzir novas informações em conhecimento.

Mas, com as perdas, há ganhos, garantem os pesquisadores. De acordo com a professora de psicologia Patricia Greenfield, da Universidade da Califórnia, “cada meio desenvolve um tipo de inteligência, à custa de outros, que se perdem”. Segundo um estudo dela, de 2009, o uso crescente de internet e outras mídias baseadas em telas “levou ao desenvolvimento de habilidades visuais sofisticadas”, por exemplo. Por outro lado, houve uma perda na capacidade de pensar em profundidade. “Em 20 anos teremos dados de longo prazo para analisar”, afirma a pesquisadora.


Há também quem ache todas essas teorias apocalípticas demais. É o caso de Rosa Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Ainda estamos numa fase de transição e adaptação”, afirma. Para ela, os nativos digitais já vivem isso de forma natural, como acontece com Donato, sem que seja um fator de stress. “Eu gosto da opção de ter informação, mesmo que ela seja irrelevante”, afirma o editor. O segredo é saber onde buscá-la.

Fonte: ISTOÉ Independente