São Paulo - Embora tenha surgido com um público-alvo majoritariamente masculino, a tendência é que as mulheres respondam por 50% das compras on-line. A expectativa é de Sandra Turchi, superintendente de marketing da ACSP (Associação Comercial de São Paulo).
Sandra participou de um seminário realizado em conjunto com a camara-e.net (Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico), no qual foram debatidas as principais perspectivas para o e-commerce no País. Para ela, o aumento na participação de mulheres é apenas uma das tendências.
“Além de atentar-se a esses comportamentos do consumidor, as pequenas e médias empresas devem procurar atuar cada vez mais em nichos, algo que elas são fortemente especializadas”, declarou.
A especialista lembrou ainda que, até o final de 2010, o Brasil deve alcançar a marca de 100 milhões de internautas, o que corresponde a 49% da população. “Isso se deve a fatores como a expansão da banda larga nas residências e a influência das lan houses na inclusão digital da baixa renda”, completou Sandra.
Pagamento
Uma ampliação nas opções de pagamento das compras on-line é outra tendência, determinantes para quem quiser obter sucesso nas vendas. “As empresas não podem mais se dar ao luxo de disporem de meios de pagamentos limitados ao consumidor”, declarou o diretor comercial da Cobre Bem. “A concorrência no e-commerce é acirrada e, se ela não se atentar a esse detalhe, o empreendimento corre sérios riscos”, completou.
Fonte: Infomoney
Na proteção, educação e defesa do consumidor no Brasil, em especial no Estado do Ceará.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Consumidor mais exigente muda realidade do setor
Pesquisa mostra que, atualmente, os consumidores brasileiros têm características peculiares e estão muito bem informados
O maior acesso à informação e o fortalecimento do poder de compra da classe C fizeram com que o consumidor ficasse mais exigente e o comércio está se adaptando a essa nova realidade investindo no atendimento, ao buscar diferenciais para oferecer aos clientes. É o que revelou a pesquisa Estratégias para o varejo brasileiro – reflexões sobre os anseios do consumidor, realizada pela Deloitte com 50 empresas de grande e médio porte, no período de 13 de maio a 07 de junho.
A pesquisa mostra que, atualmente, o consumidor brasileiro tem características peculiares e está muito bem informado, sendo comum que ele chegue ao local já conhecendo características do produto ou serviço que está buscando. Por este perfil do cliente, o varejista precisa estar cada vez mais atento para que sua estratégia seja traçada de forma correta e isso tem sido feito com programas de treinamento, programas de recompensa e atenção à gestão de desempenho. “Não adianta ter um produto de alto valor agregado se a clientela busca outra coisa, porque as pessoas já saem de casa direcionadas para o que querem comprar”, explica o responsável pela área da indústria de varejo e bens de consumo da Deloitte, Reynaldo Saad.
Para evitar a ruptura de relacionamento com o cliente, 91% dos varejistas estão preocupados com as questões operacionais, afirmando que o mais relevante é a eficiência na reposição dos produtos. Já entre os líderes de mercado, 100% deles consideram a gestão dos estoques, seguida por uma definição eficiente do mix como os pontos relevantes para garantir maior disponibilidade de produtos e evitar que os clientes busquem outros produtos ou outras marcas.
De acordo com o responsável pela área da indústria de varejo e bens de consumo da Deloitte, Reynaldo Saad, o importante hoje é encontrar maneiras de oferecer os produtos e serviços que o consumidor está buscando, aliando a um atendimento de qualidade. “O consumidor tem mais dinheiro e ficou mais exigente. Podendo comprar mais, ele deixou de se preocupar principalmente com o preço e fatores como praticidade e comodidade para encontrar o produto desejado passaram a ser essenciais”, avalia Saad.
Adequação
O superintendente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Adelmo Freire, concorda com os resultados da pesquisa, afirmando que o consumidor vem exigindo melhores serviços e produtos, principalmente pelo maior acesso à informação. Para se adequar a esse novo perfil do consumidor, o comércio tem buscado melhorar o atendimento, investido em conquistar o cliente oferecendo uma certa mordomia, com instalações mais confortáveis e visual agradável nas lojas, por exemplo.
Freire chama a atenção para uma particularidade da capital potiguar. De acordo com ele, Natal atraiu um grande número de novos habitantes nos últimos 10 anos, que vêm tanto de outros estados brasileiros quanto de outros países, em busca de uma melhor qualidade de vida. “Como essas pessoas costumam ser muito bem informadas, elas exigem bastante qualidade ao sair em busca de produtos e de serviços”, conclui.
Fonte: Tribuna do Norte
O maior acesso à informação e o fortalecimento do poder de compra da classe C fizeram com que o consumidor ficasse mais exigente e o comércio está se adaptando a essa nova realidade investindo no atendimento, ao buscar diferenciais para oferecer aos clientes. É o que revelou a pesquisa Estratégias para o varejo brasileiro – reflexões sobre os anseios do consumidor, realizada pela Deloitte com 50 empresas de grande e médio porte, no período de 13 de maio a 07 de junho.
A pesquisa mostra que, atualmente, o consumidor brasileiro tem características peculiares e está muito bem informado, sendo comum que ele chegue ao local já conhecendo características do produto ou serviço que está buscando. Por este perfil do cliente, o varejista precisa estar cada vez mais atento para que sua estratégia seja traçada de forma correta e isso tem sido feito com programas de treinamento, programas de recompensa e atenção à gestão de desempenho. “Não adianta ter um produto de alto valor agregado se a clientela busca outra coisa, porque as pessoas já saem de casa direcionadas para o que querem comprar”, explica o responsável pela área da indústria de varejo e bens de consumo da Deloitte, Reynaldo Saad.
Para evitar a ruptura de relacionamento com o cliente, 91% dos varejistas estão preocupados com as questões operacionais, afirmando que o mais relevante é a eficiência na reposição dos produtos. Já entre os líderes de mercado, 100% deles consideram a gestão dos estoques, seguida por uma definição eficiente do mix como os pontos relevantes para garantir maior disponibilidade de produtos e evitar que os clientes busquem outros produtos ou outras marcas.
De acordo com o responsável pela área da indústria de varejo e bens de consumo da Deloitte, Reynaldo Saad, o importante hoje é encontrar maneiras de oferecer os produtos e serviços que o consumidor está buscando, aliando a um atendimento de qualidade. “O consumidor tem mais dinheiro e ficou mais exigente. Podendo comprar mais, ele deixou de se preocupar principalmente com o preço e fatores como praticidade e comodidade para encontrar o produto desejado passaram a ser essenciais”, avalia Saad.
Adequação
O superintendente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Adelmo Freire, concorda com os resultados da pesquisa, afirmando que o consumidor vem exigindo melhores serviços e produtos, principalmente pelo maior acesso à informação. Para se adequar a esse novo perfil do consumidor, o comércio tem buscado melhorar o atendimento, investido em conquistar o cliente oferecendo uma certa mordomia, com instalações mais confortáveis e visual agradável nas lojas, por exemplo.
Freire chama a atenção para uma particularidade da capital potiguar. De acordo com ele, Natal atraiu um grande número de novos habitantes nos últimos 10 anos, que vêm tanto de outros estados brasileiros quanto de outros países, em busca de uma melhor qualidade de vida. “Como essas pessoas costumam ser muito bem informadas, elas exigem bastante qualidade ao sair em busca de produtos e de serviços”, conclui.
Fonte: Tribuna do Norte
DPDC e Anvisa dão dicas para identificar medicamentos verdadeiros
Boletim possibilita que consumidores identifiquem remédios falsos
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estão disponibilizando a partir de hoje um boletim com dicas para os consumidores poderem identificar medicamentos verdadeiros.
De acordo com o boletim, os consumidores devem ficar atentos para algumas dicas importantes no momento da aquisição de um medicamento. A embalagem sempre traz indicações de segurança. Uma delas, conhecida com ‘raspadinha’, fica em uma das laterais da caixa. Trata-se de uma tinta que, ao ser friccionada por qualquer objeto de metal, reage deixando à mostra a logomarca da empresa e uma palavra: Qualidade.
Conferir o lacre e comprar o remédio somente em farmácias ou drogarias é outra atitude importante, segundo informa o boletim. Os estabelecimentos só funcionam no Brasil com Autorização de Funcionamento de Empresa (AFA) e, no caso da venda de medicamentos controlados, precisam ainda de Autorização Especial (AE).
Informações como nome comercial do medicamento (ausente no caso de genéricos), nome do fabricante, número do lote, datas de fabricação e validade e telefones do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) são algumas das exigências que devem constar da embalagem. Em geral, medicamentos falsos apresentam erros ortográficos nas embalagens.
Produtos com suspeitas de irregularidades devem ser denunciados à Vigilância Sanitária mais próxima ou pelo email: ouvidoria@anvisa.gov.br.
Pedidos de informação para a Central de Atendimento da Anvisa – 0800 642 9782. Disque Saúde 0800 61 1997.
Orientações pelo Disque-Intoxicação (0800 722 6001).
Mais informações: http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/posuso/fiscalizacao
Fonte: DPDC do Ministério da Justiça
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estão disponibilizando a partir de hoje um boletim com dicas para os consumidores poderem identificar medicamentos verdadeiros.
De acordo com o boletim, os consumidores devem ficar atentos para algumas dicas importantes no momento da aquisição de um medicamento. A embalagem sempre traz indicações de segurança. Uma delas, conhecida com ‘raspadinha’, fica em uma das laterais da caixa. Trata-se de uma tinta que, ao ser friccionada por qualquer objeto de metal, reage deixando à mostra a logomarca da empresa e uma palavra: Qualidade.
Conferir o lacre e comprar o remédio somente em farmácias ou drogarias é outra atitude importante, segundo informa o boletim. Os estabelecimentos só funcionam no Brasil com Autorização de Funcionamento de Empresa (AFA) e, no caso da venda de medicamentos controlados, precisam ainda de Autorização Especial (AE).
Informações como nome comercial do medicamento (ausente no caso de genéricos), nome do fabricante, número do lote, datas de fabricação e validade e telefones do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) são algumas das exigências que devem constar da embalagem. Em geral, medicamentos falsos apresentam erros ortográficos nas embalagens.
Produtos com suspeitas de irregularidades devem ser denunciados à Vigilância Sanitária mais próxima ou pelo email: ouvidoria@anvisa.gov.br.
Pedidos de informação para a Central de Atendimento da Anvisa – 0800 642 9782. Disque Saúde 0800 61 1997.
Orientações pelo Disque-Intoxicação (0800 722 6001).
Mais informações: http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/posuso/fiscalizacao
Fonte: DPDC do Ministério da Justiça
Cartões: no máximo, 15 tarifas
Banco Central reduzirá drasticamente as mais de 50 taxas cobradas dos clientes pelas administradoras
Desta vez, os consumidores vão sair ganhando. O governo já decidiu que apenas cerca de 15 tarifas, entre as mais de 50 cobradas pelas administradoras de cartão de crédito, terão continuidade a partir da nova regulamentação a ser adotada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Até o momento, contudo, o Banco Central só aprovou seis de uma extensa lista apresentada pela Associação das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs). Entre elas estão emissão de cartão diferenciado, reposição emergencial, envio de mensagem eletrônica, segunda via e fatura diferenciada.
Mas outras empreitadas ocupam a agenda das administradoras. O presidente da Abecs, Paulo Rogério Caffarelli, tem reunião marcada para segunda-feira no Ministério da Justiça para tratar de questões mais árduas, como o envio de cartões não solicitados pelos clientes. O governo está convencido de que as empresas estão fazendo corpo mole para acabar com a prática, condenada pelo Código de Defesa do Consumidor. Vários alertas foram dados a partir das reclamações que chegam aos Procons de todo o país e ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão do ministério, já deu sinais de que a paciência com esse tipo de irregularidade está acabando.
Transparência
Na questão das tarifas, a bola segue com o Banco Central. Depois do sucesso ao padronizar as taxas bancárias - as instituições financeiras podem cobrar o preço que quiserem, mas foram obrigadas a dar o mesmo nome para serviços antes incomparáveis e, ainda, oferecer aos clientes um pacote padronizado -, a expectativa é de que a autoridade monetária faça o mesmo com o segmento de cartões. Independentemente da bandeira, o serviço oferecido terá o mesmo nome, com descrição apropriada e mais: a cobrança deverá ser clara e transparente, para o cliente saber o que está pagando.
De acordo com a Abecs, existem hoje no mercado 597 milhões de cartões distribuídos entre as modalidades crédito, débito e os oferecidos pelas redes de varejo. No total, cerca de 80 milhões de brasileiros usam o chamado dinheiro de plástico. Mais de 1,7 milhão de estabelecimentos trabalham com o sistema. Entre as mudanças no setor, está o fim da exclusividade no uso de terminais, que acabou na quinta-feira. A expectativa é de que os lojistas reduzam seus custos - economia que pode chegar ao consumidor - ao usar uma mesma máquina para transações com qualquer uma das bandeiras em operação no mercado.
Dúvidas
Vários itens ainda geram dúvidas sobre a tarifação. A cobrança da anuidade é um deles. O BC deseja valores diferenciados para os cartões de bandeira nacional e internacional e que a cobrança, mesmo que parcelada, seja anualizada para efeito de comparação. Os técnicos do governo demonstram preocupação ainda com o chamado valor de recompensa, cobrado por sistemas de prêmios ou pontuação - como milhagem para passagens aéreas - e visto como um obstáculo à clareza do que é exigido do cliente. Um outro problema a ser resolvido é o uso do dinheiro de plástico para pagamento de contas, como luz e telefone, caso que ainda gera dúvidas sobre a legitimidade da tarifação.
A autoridade monetária está estudando também, em relação à retirada de dinheiro com uso do cartão, tanto no Brasil quanto no exterior, se o melhor é estabelecer uma taxa única ou deixar como é hoje - uma tarifa que corresponde a um percentual do valor sacado.
INFLAÇÃO CAI EM QUATRO CAPITAIS
Puxada pelos alimentos, a inflação da última semana de junho recuou em quatro das sete capitais acompanhadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), na apuração do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S). São Paulo registrou a maior deflação (-0,48%), apesar de a taxa ter sofrido um leve avanço em relação à da semana anterior (-0,50%). Depois vieram Recife (-0,38%), Porto Alegre (-0,19%), Rio de Janeiro (-0,09%), Brasília (0,24%), Belo Horizonte (0,15%) e Salvador (0,26%). O IPC-S do país fechou junho com deflação de 0,21%.
Fonte: Correio Braziliense
Desta vez, os consumidores vão sair ganhando. O governo já decidiu que apenas cerca de 15 tarifas, entre as mais de 50 cobradas pelas administradoras de cartão de crédito, terão continuidade a partir da nova regulamentação a ser adotada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Até o momento, contudo, o Banco Central só aprovou seis de uma extensa lista apresentada pela Associação das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs). Entre elas estão emissão de cartão diferenciado, reposição emergencial, envio de mensagem eletrônica, segunda via e fatura diferenciada.
Mas outras empreitadas ocupam a agenda das administradoras. O presidente da Abecs, Paulo Rogério Caffarelli, tem reunião marcada para segunda-feira no Ministério da Justiça para tratar de questões mais árduas, como o envio de cartões não solicitados pelos clientes. O governo está convencido de que as empresas estão fazendo corpo mole para acabar com a prática, condenada pelo Código de Defesa do Consumidor. Vários alertas foram dados a partir das reclamações que chegam aos Procons de todo o país e ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão do ministério, já deu sinais de que a paciência com esse tipo de irregularidade está acabando.
Transparência
Na questão das tarifas, a bola segue com o Banco Central. Depois do sucesso ao padronizar as taxas bancárias - as instituições financeiras podem cobrar o preço que quiserem, mas foram obrigadas a dar o mesmo nome para serviços antes incomparáveis e, ainda, oferecer aos clientes um pacote padronizado -, a expectativa é de que a autoridade monetária faça o mesmo com o segmento de cartões. Independentemente da bandeira, o serviço oferecido terá o mesmo nome, com descrição apropriada e mais: a cobrança deverá ser clara e transparente, para o cliente saber o que está pagando.
De acordo com a Abecs, existem hoje no mercado 597 milhões de cartões distribuídos entre as modalidades crédito, débito e os oferecidos pelas redes de varejo. No total, cerca de 80 milhões de brasileiros usam o chamado dinheiro de plástico. Mais de 1,7 milhão de estabelecimentos trabalham com o sistema. Entre as mudanças no setor, está o fim da exclusividade no uso de terminais, que acabou na quinta-feira. A expectativa é de que os lojistas reduzam seus custos - economia que pode chegar ao consumidor - ao usar uma mesma máquina para transações com qualquer uma das bandeiras em operação no mercado.
Dúvidas
Vários itens ainda geram dúvidas sobre a tarifação. A cobrança da anuidade é um deles. O BC deseja valores diferenciados para os cartões de bandeira nacional e internacional e que a cobrança, mesmo que parcelada, seja anualizada para efeito de comparação. Os técnicos do governo demonstram preocupação ainda com o chamado valor de recompensa, cobrado por sistemas de prêmios ou pontuação - como milhagem para passagens aéreas - e visto como um obstáculo à clareza do que é exigido do cliente. Um outro problema a ser resolvido é o uso do dinheiro de plástico para pagamento de contas, como luz e telefone, caso que ainda gera dúvidas sobre a legitimidade da tarifação.
A autoridade monetária está estudando também, em relação à retirada de dinheiro com uso do cartão, tanto no Brasil quanto no exterior, se o melhor é estabelecer uma taxa única ou deixar como é hoje - uma tarifa que corresponde a um percentual do valor sacado.
INFLAÇÃO CAI EM QUATRO CAPITAIS
Puxada pelos alimentos, a inflação da última semana de junho recuou em quatro das sete capitais acompanhadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), na apuração do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S). São Paulo registrou a maior deflação (-0,48%), apesar de a taxa ter sofrido um leve avanço em relação à da semana anterior (-0,50%). Depois vieram Recife (-0,38%), Porto Alegre (-0,19%), Rio de Janeiro (-0,09%), Brasília (0,24%), Belo Horizonte (0,15%) e Salvador (0,26%). O IPC-S do país fechou junho com deflação de 0,21%.
Fonte: Correio Braziliense
domingo, 4 de julho de 2010
Assessor da Casa Civil defende supervisão das agências reguladoras
Segundo ele, essa fiscalização deve ser feita por órgão já existente no governo, como a Secretaria de Acompanhamento Econômico, do Ministério da Fazenda, ou a Casa Civil
O subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil, Luiz Alberto dos Santos, voltou a defender a supervisão externa do trabalho das agências reguladoras, em debate promovido nesta quarta-feira (30), pelo Ipea. Segundo ele, essa fiscalização deve ser feita por órgão já existente no governo, como a Secretaria de Acompanhamento Econômico, do Ministério da Fazenda, ou a Casa Civil.
Para Santos, o Brasil tem avançado não só em termos de instituições e processos regulatórios, como também de transparência e de qualidade das normas. "Evidente que é um processo complexo, que nunca se completa. O aperfeiçoamento das instituições é uma tarefa permanente e que é de responsabilidade de qualquer governo", afirmou.
O representante da Casa Civil trabalha para aprovar o Projeto de Lei 3.337/2004, que dispõe sobre a gestão, a organização e o controle social das agências reguladoras, e que está na pauta do plenário da Câmara. A proposta unifica as regras das agências reguladoras e traz limites à atuação da Anatel. Ainda não há consenso sobre a matéria.
Fonte: Portal do Consumidor
O subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil, Luiz Alberto dos Santos, voltou a defender a supervisão externa do trabalho das agências reguladoras, em debate promovido nesta quarta-feira (30), pelo Ipea. Segundo ele, essa fiscalização deve ser feita por órgão já existente no governo, como a Secretaria de Acompanhamento Econômico, do Ministério da Fazenda, ou a Casa Civil.
Para Santos, o Brasil tem avançado não só em termos de instituições e processos regulatórios, como também de transparência e de qualidade das normas. "Evidente que é um processo complexo, que nunca se completa. O aperfeiçoamento das instituições é uma tarefa permanente e que é de responsabilidade de qualquer governo", afirmou.
O representante da Casa Civil trabalha para aprovar o Projeto de Lei 3.337/2004, que dispõe sobre a gestão, a organização e o controle social das agências reguladoras, e que está na pauta do plenário da Câmara. A proposta unifica as regras das agências reguladoras e traz limites à atuação da Anatel. Ainda não há consenso sobre a matéria.
Fonte: Portal do Consumidor
Novas regras para cartões entram em vigor
O setor entra em uma nova fase no Brasil.
As máquinas de cartões nas lojas passam a aceitar, a partir de agora, cartões de qualquer bandeira. A mudança era aguardada há anos pelo mercado. "Daremos início à Lei Áurea do varejo", disse o presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior.
Ainda que esse seja apenas o primeiro passo no caminho de desenvolvimento do setor, lojistas e consumidores devem sair ganhando, segundo especialistas. O lojista vai economizar porque poderá ter um só terminal - até agora, para aceitar cartões da Mastercard e da Visa, teria de pagar duas máquinas.
A expectativa de Pellizzaro, é a de que a taxa de desconto paga pelos comerciantes às empresas credenciadoras de cartões, deve cair entre 30% e 35% em um ou dois anos. Atualmente, de acordo com o presidente da CNDL, esta taxa varia entre 3,5% e 5% por compra, excluindo-se dessa conta os 100 maiores varejistas e os postos de gasolina, que possuem contratos diferenciados. "Já estamos fazendo um alerta aos lojistas para que, os que conseguirem redução dessa taxa, a repassem logo para o consumidor", disse.
O executivo salientou, no entanto, que o comerciante precisa estar atento para não se deixar influenciar por descontos em aluguéis das máquinas (POS, de point of sale, na sigla em inglês). "O aluguel é a ponta do iceberg e aceitar apenas esse desconto é cair no conto do vigário", disse.
Apesar de considerar o fim da exclusividade um avanço para o setor, o presidente da CNDL mostrou-se preocupado com o esforço das grandes empresas em tentar fidelizar seus clientes. Algumas das ofertas para os lojistas consistem em reduzir - ou até zerar - a cobrança do aluguel das POS desde que o comerciante permaneça com a máquina por um tempo determinado (geralmente, um ou dois anos). "Uma das empresas está fazendo promoções e sorteios para reter o lojista em sua base. Vão sortear automóveis, televisores, viagens, periquito, papagaio... tudo", ironizou.
Cartel
Com o fim da exclusividade, o foco da Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, passará a ser o de monitorar o mercado para evitar a prática de cartel entre as maiores companhias do setor, segundo o economista-chefe da SDE, Paulo Britto. "Vamos monitorar se não haverá algum tipo de acomodação por parte das companhias que já atuam no setor, bem como identificar possíveis barreiras à chegada de novas empresas", comentou. Para ele, o fim da exclusividade deve ser tratado como uma "vitória significativa" ainda que este seja apenas o primeiro passo de desenvolvimento do setor no Brasil.
O presidente da Cielo - que, junto com a Redecard, domina o setor no Brasil - e diretor da Associação Brasileira das Empresas de cartões de crédito e Serviços (Abecs), Rômulo Dias, salientou que as palavras "cartel" ou "acomodação" não existem no dicionário das empresas de cartões.
"A indústria não está acomodada. Está buscando serviços, inovações e produtos", citou. De acordo com ele, o mercado deve crescer ainda mais com o fim da exclusividade, já que a utilização dos cartões por qualquer uma das máquinas faz com que sua possibilidade de uso seja maior. "Além disso, o mercado é grande o suficiente para quem quiser entrar." Ele acrescentou, porém, que, para isso, é preciso dispor de competência e tecnologia, entre outras qualidades.
PARA LEMBRAR
Mudança está em discussão desde 2008
O setor de cartões passou a ser alvo do governo em 2008, após liderar o ranking de reclamações do Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) em 2007. Um estudo feito pelo BC e alguns ministérios chegou à conclusão que o setor era extremamente concentrado nas mãos de duas empresas (Redecard e VisaNet, que depois trocou seu nome para Cielo), o que impedia a entrada de novas empresas. Para mudar esse quadro, foram feitas algumas propostas, como o fim da exclusividade no credenciamento. Antes, a Cielo detinha a exclusividade da bandeira Visa, enquanto a Mastercard era praticamente monopólio da Redecard. Hoje, as duas bandeiras podem ser encontradas nas duas credenciadoras. Uma das discussões hoje em vigor no governo é o tabelamento e a diminuição do número de tarifas cobradas pelos cartões.
Fonte: O Estado de S. Paulo
As máquinas de cartões nas lojas passam a aceitar, a partir de agora, cartões de qualquer bandeira. A mudança era aguardada há anos pelo mercado. "Daremos início à Lei Áurea do varejo", disse o presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior.
Ainda que esse seja apenas o primeiro passo no caminho de desenvolvimento do setor, lojistas e consumidores devem sair ganhando, segundo especialistas. O lojista vai economizar porque poderá ter um só terminal - até agora, para aceitar cartões da Mastercard e da Visa, teria de pagar duas máquinas.
A expectativa de Pellizzaro, é a de que a taxa de desconto paga pelos comerciantes às empresas credenciadoras de cartões, deve cair entre 30% e 35% em um ou dois anos. Atualmente, de acordo com o presidente da CNDL, esta taxa varia entre 3,5% e 5% por compra, excluindo-se dessa conta os 100 maiores varejistas e os postos de gasolina, que possuem contratos diferenciados. "Já estamos fazendo um alerta aos lojistas para que, os que conseguirem redução dessa taxa, a repassem logo para o consumidor", disse.
O executivo salientou, no entanto, que o comerciante precisa estar atento para não se deixar influenciar por descontos em aluguéis das máquinas (POS, de point of sale, na sigla em inglês). "O aluguel é a ponta do iceberg e aceitar apenas esse desconto é cair no conto do vigário", disse.
Apesar de considerar o fim da exclusividade um avanço para o setor, o presidente da CNDL mostrou-se preocupado com o esforço das grandes empresas em tentar fidelizar seus clientes. Algumas das ofertas para os lojistas consistem em reduzir - ou até zerar - a cobrança do aluguel das POS desde que o comerciante permaneça com a máquina por um tempo determinado (geralmente, um ou dois anos). "Uma das empresas está fazendo promoções e sorteios para reter o lojista em sua base. Vão sortear automóveis, televisores, viagens, periquito, papagaio... tudo", ironizou.
Cartel
Com o fim da exclusividade, o foco da Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, passará a ser o de monitorar o mercado para evitar a prática de cartel entre as maiores companhias do setor, segundo o economista-chefe da SDE, Paulo Britto. "Vamos monitorar se não haverá algum tipo de acomodação por parte das companhias que já atuam no setor, bem como identificar possíveis barreiras à chegada de novas empresas", comentou. Para ele, o fim da exclusividade deve ser tratado como uma "vitória significativa" ainda que este seja apenas o primeiro passo de desenvolvimento do setor no Brasil.
O presidente da Cielo - que, junto com a Redecard, domina o setor no Brasil - e diretor da Associação Brasileira das Empresas de cartões de crédito e Serviços (Abecs), Rômulo Dias, salientou que as palavras "cartel" ou "acomodação" não existem no dicionário das empresas de cartões.
"A indústria não está acomodada. Está buscando serviços, inovações e produtos", citou. De acordo com ele, o mercado deve crescer ainda mais com o fim da exclusividade, já que a utilização dos cartões por qualquer uma das máquinas faz com que sua possibilidade de uso seja maior. "Além disso, o mercado é grande o suficiente para quem quiser entrar." Ele acrescentou, porém, que, para isso, é preciso dispor de competência e tecnologia, entre outras qualidades.
PARA LEMBRAR
Mudança está em discussão desde 2008
O setor de cartões passou a ser alvo do governo em 2008, após liderar o ranking de reclamações do Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) em 2007. Um estudo feito pelo BC e alguns ministérios chegou à conclusão que o setor era extremamente concentrado nas mãos de duas empresas (Redecard e VisaNet, que depois trocou seu nome para Cielo), o que impedia a entrada de novas empresas. Para mudar esse quadro, foram feitas algumas propostas, como o fim da exclusividade no credenciamento. Antes, a Cielo detinha a exclusividade da bandeira Visa, enquanto a Mastercard era praticamente monopólio da Redecard. Hoje, as duas bandeiras podem ser encontradas nas duas credenciadoras. Uma das discussões hoje em vigor no governo é o tabelamento e a diminuição do número de tarifas cobradas pelos cartões.
Fonte: O Estado de S. Paulo
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Comissão aprova norma contra abuso na cobrança de honorários advocatícios
A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou nesta quarta-feira (30) proposta que proíbe o fornecedor de produtos ou serviços de exigir o ressarcimento de despesas com honorários advocatícios para cobrança de dívida do consumidor, quando não houver prestação de serviço por advogado.
A proposta altera Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) com o objetivo de evitar cobranças abusivas, ou seja, que o consumidor pague pelo serviço de um profissional que sequer foi acionado.
Substitutivo
A matéria foi aprovada na forma de substitutivo ao Projeto de Lei 3291/08, do deputado Celso Russomanno (PP-SP). O texto do relator, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), especifica na proposta os serviços que podem ser prestados pelo advogado, que, além da propositura de ação judicial, podem ser consultoria, assessoria e direção jurídica. A proposta original mencionava apenas a ação judicial relacionada a dívidas do consumidor.
"As atividades do profissional da advocacia não se limitam à propositura de ação judicial. Ao contrário, conforme se verifica do Estatuto do Advogado, em seu artigo 1º, além de postular em juízo, constitui atividade privativa do advogado as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídica", afirma o relator.
Tramitação
Proposta altera Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) com o objetivo de evitar cobranças abusivas
A proposta, que tramita em caráter conclusivo. Rito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário., ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara
A proposta altera Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) com o objetivo de evitar cobranças abusivas, ou seja, que o consumidor pague pelo serviço de um profissional que sequer foi acionado.
Substitutivo
A matéria foi aprovada na forma de substitutivo ao Projeto de Lei 3291/08, do deputado Celso Russomanno (PP-SP). O texto do relator, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), especifica na proposta os serviços que podem ser prestados pelo advogado, que, além da propositura de ação judicial, podem ser consultoria, assessoria e direção jurídica. A proposta original mencionava apenas a ação judicial relacionada a dívidas do consumidor.
"As atividades do profissional da advocacia não se limitam à propositura de ação judicial. Ao contrário, conforme se verifica do Estatuto do Advogado, em seu artigo 1º, além de postular em juízo, constitui atividade privativa do advogado as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídica", afirma o relator.
Tramitação
Proposta altera Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) com o objetivo de evitar cobranças abusivas
A proposta, que tramita em caráter conclusivo. Rito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário., ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara
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